sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Oficina Integrada de Fotografia e Comunicação Comunitária

A oficina integrada ocorreu no Estúdio Multimeios, bairro Restinga, nos mêses de agosto, setembro e outubro de 2011.
Essa integração permite que, após o aprendizado do processo fotográfico por parte dos oficinandos e das atividades de campo em que realizaram fotografias com a técnica do pin hole, suas obras possam estar sendo agora expostas, divulgadas, publicadas. Mas, mais do que isso, a finalidade é que possam se tornar agora um estopim para um espaço de discussão sobre fotografia nesses moldes.
Por fim, cabe dizer que às vezes dar voz à comunidade pode ser dar lentes à ela. Instigá-la a um aprimoramento do olhar. O olhar comunica, a visão é também instrumento de diálogo e de debate.
Funda-se assim, um espaço fotográfico público, uma exposição virtual. Quem tiver interesse, nos envie fotos tiradas em pin hole:

oficinacom.com@gmail.com

E estaremos incluindo seus trabalhos também neste veículo que visa a ser um instrumento de discussão sobre fotografia, mas, além disso, um meio para se refletir e debater acerca do olhar.

O Processo Fotográfico

A Oficina de Fotografia propõe uma técnica diferenciada de obter imagens fotográficas. A técnica conhecida como fotografia estenopeica, terminologia adotada para definir imagens obtidas sem a utilização de lentes, consiste em construir uma câmera estenopeica em um ambiente vedado de luz como uma lata com um pequeno furo de um lado e um material fotossensível do outro. A luz refletida pelos objetos passa pelo orifício e atinge a superfície fotossensível dentro da lata, formando a imagem. Um papel fotográfico preto e branco serve de base onde essa imagem é projetada. Utilizando as câmeras estenopeicas os participantes fazem suas fotografias e através de um processo químico obtêm o negativo. Do negativo em papel faz-se um positivo – a cópia fotográfica – por contato, expondo um papel virgem em contato com o negativo sob uma fonte de luz. 
A câmara de lata não possui visor; o autor da imagem pode ter uma idéia da fotografia que irá produzir, mas nunca certeza do que será registrado. O furo reproduz a imagem, que numa câmara feita de lata equivaleria a uma lente grande-angular, com grande profundidade de foco e amplo ângulo de visão. Quando essa câmera é bem executada, principalmente no que diz respeito ao furo, propicia imagens de boa definição e profundidade de campo ilimitada, o que é impossível nas câmeras comuns, mesmo as mais sofisticadas.P
Eis algumas fotos feitas pelos alunos do Estúdio Multimeios, bairro Restinga,  Porto Alegre - RS:


quinta-feira, 20 de outubro de 2011